Ele está sob tornozeleira eletrônica.
Está proibido de fazer política.
Está afastado do cargo e impedido de pisar em órgãos públicos de Turilândia.
E mesmo assim, Paulo Curió continua agindo como se a Justiça não existisse.
Enquanto a cidade ainda carrega o peso de um esquema de desvio de mais de R$ 56 milhões apontado pelo Ministério Público, o homem que a Justiça apontou como líder dessa organização criminosa segue ameaçando apoiadores, movimentando base política e desafiando abertamente as medidas cautelares que o mantêm em liberdade.
E o mais grave: as autoridades já sabem.
Polícia, Ministério Público e Tribunal de Justiça têm conhecimento de que ele está descumprindo as restrições impostas quando sua prisão preventiva foi revogada. Cada ameaça, cada articulação política e cada gesto de desrespeito às cautelares é mais um motivo concreto para que a Justiça reavalie a situação — e mande Curió de volta para trás das grades a qualquer momento.
Turilândia não pode continuar refém de quem a própria Justiça já restringiu. Não pode continuar assistindo passivamente alguém que deveria estar apenas cumprindo medidas cautelares agir como se ainda estivesse no poder.
A lei ou vale para todos, ou não vale para ninguém.
E neste caso, o descumprimento já está sendo observado.
Agora, só falta a Justiça agir com o rigor que a situação exige.
Porque se as cautelares não forem respeitadas, a prisão preventiva não é apenas uma possibilidade.
É uma consequência lógica — e urgente.
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