domingo, 27 de setembro de 2026

Quaest: Eduardo Braide tem 46% para o governo do MA; Orleans Brandão, 27%

 


Levantamento ouviu 900 eleitores maranhenses entre os dias 21 e 24 de setembro; a margem de erro é de 3 p.p. para mais ou para menos e um nível de confiança de 95%

Segundo a pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira (25), o ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) lidera a corrida pelo Governo do Maranhão.

Com 46% das intenções de voto, Braide aparece à frente do vice-governador Orleans Brandão (MDB), que pontua 27%. Felipe Camarão (PT) tem 10%.

Em seguida, aparecem outros cinco postulantes: Roberto Rocha (PRTB), com 3%; André Luis (Missão) e Reginaldo Lima (PCB), que têm 1% cada; e Dimas Cassimiro (PCO) e Saulo Arcangeli (PSTU) não pontuaram.

Aqueles que votariam em branco ou nulo são 3%, enquanto os indecisos, 9%.

Metodologia

A pesquisa Quaest foi encomendada pela TV Mirante, afiliada da TV Globo, ouviu 900 eleitores maranhenses entre os dias 21 e 24 de setembro e tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou menos com um nível de confiança das estimativas de 95%.

O levantamento está cadastrado no sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código MA-07074/2026.


Por: CNNBrasil



terça-feira, 22 de setembro de 2026

Ministro Flavio Dino exige explicações sobre R$ 10 milhões investidos no Maranhão

Ministro determina que gestão de Carlos Brandão esclareça investimento previsto para o Maranhão; governador foi vice de Dino, mas os dois romperam politicamente




O ministro Flávio Dino (STF) determinou que o governo do Maranhão apresente esclarecimentos sobre um investimento de R$ 10 milhões previsto para a criação de uma base de referência do Cerrado maranhense. A cobrança ocorre em meio ao rompimento político entre o magistrado e o governador Carlos Brandão (MDB), seu ex-vice-governador.

Dino e Brandão governaram juntos o Maranhão antes de romperem politicamente. O atual governador foi vice de Dino e assumiu o comando do estado em 2022, quando o ministro deixou o cargo para disputar uma vaga no Senado. Desde então, os antigos aliados passaram a integrar grupos políticos distintos, em uma disputa que também envolve a sucessão estadual de 2026.

A determinação consta de decisão proferida na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 743, que acompanha medidas de combate ao desmatamento e de regularização ambiental no país. No documento, Dino aponta que o investimento de R$ 10 milhões mencionado pelo governo estadual não foi acompanhado de comprovação documental nos autos do processo.

A inconsistência foi identificada pelo Núcleo de Processos Estruturais Complexos (NUPEC), responsável pela análise do plano apresentado pelo Maranhão para reduzir o estoque de cadastros ambientais rurais pendentes de análise.

Segundo o relatório técnico, o investimento previsto para a base de referência do Cerrado maranhense permanece sem documentação que comprove sua existência. Diante disso, o núcleo recomendou que o governo estadual apresente esclarecimentos sobre os recursos anunciados.

A decisão de Dino determina que as recomendações sejam integralmente atendidas pelo Maranhão, estabelecendo um novo prazo de 40 dias corridos para a apresentação das informações complementares.

O documento também aponta outras inconsistências no planejamento ambiental do estado, como a ausência de comprovação orçamentária para a contratação de uma força-tarefa destinada à análise de 2 mil cadastros por mês.

Além disso, o governo deverá apresentar informações sobre a contratação da empresa responsável pelo apoio técnico, a origem dos recursos necessários e o número de vagas que serão destinadas à análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) no concurso público previsto para 2027.

Disputa entre Dino e Brandão

O rompimento político entre Dino e Brandão também tem sido acompanhado por disputas judiciais envolvendo integrantes do governo maranhense.

Em agosto, Dino determinou o afastamento de Daniel Brandão, sobrinho do governador, da presidência do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA), pelo prazo de 180 dias.

A medida foi adotada no âmbito de uma investigação da Polícia Federal sobre suspeitas de desvio de recursos públicos, obstrução da Justiça e fatos relacionados a um homicídio ocorrido em São Luís, em 2022.

Na ocasião, Carlos Brandão questionou a condução das investigações pelo STF e pediu a suspensão do inquérito relatado por Dino, sob o argumento de que a competência para investigar governadores estaduais seria do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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