Marcello Duailibe, atual presidente da EMSERH, Ricardo Martins, diretor clínico da Emserh, estão entre os investigados . A pergunta que fica: o novo governador irá manter ACQUA e INVISA no governo ? e os investigados dentro da EMSERH ?
A saúde do Maranhão que na gestão do ex-governador e atual ministro da justiça Flávio Dino, era tida como exemplo em todo Brasil, hoje a farra com o dinheiro da saúde está cada dia maior. Está ocorrendo além do pagamento de propina de 30% para pessoas ligadas ao altíssimo escalão do governo, fraudes em licitações médicas e trocas de serviços médicos sem a ocorrência de licitações.
AS DENÚNCIAS CHEGARAM A ALEMA, POLÍCIA FEDERAL, TRIBUNAL DE JUSTIÇA E SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, NO GABINETE DO MINISTRO FLÁVIO DINO.
Na EMSERH, o esquema é parecido com o que acontece no INVISA e no ACQUA, mas os operadores são diferentes. Na EMSERH a ousadia da quadrilha é maior, afinal, eles criaram empresas médicas pra serem “donos” dos serviços. Lá também ocorre a troca de empresas médicas sem nenhuma licitação, o que configura crime e Pena - detenção de 2 a 8 anos. As trocas funcionam e acontecem onde querem os investigados. Esse é o ponto mais importante do esquema. Até empresas que tinham contratos vigentes com a EMSERH tiveram seus contratos suspensos para que as “novas” empresas entrassem.
Os crimes tipificados são de peculato, formação de quadrilha e crime contra ordem financeira, fraude em licitações, desvio de dinheiro público, dentre outros crimes. As penas somadas podem chegar a mais de 20 anos de prisão.
No instituto Invisa o “negócio” eh operacionalizado pelo senhor RAIMUNDO SILVA SANTOS JUNIOR, Gerente regional do instituto no estado do Maranhão.
As empresas que participam do esquema na EMSERH são:
Razão Social: Instituto Florescer - inscrita no cnpj 49.168.176/0001-46, fundada em 30/12/2022, tem como laranjas a senhora Paula Hallgren e como diretor técnico laranja o senhor Tálison Piancó. Essa empresa, segundo as investigações da polícia federal, pertence de fato ao senhor Ricardo Martins Castro, Diretor clínico da Emserh, que usa seu cargo e influência para promover as trocas e “ganhar” os serviços médicos e o recurso financeiro delas. O diretor é conhecido por ostentar um alto padrão de vida, com viagens extravagantes realizadas com o dinheiro da corrupção.
A segunda empresa denunciada tem como Razão Social: Instituto Aliança Saúde - IAS - inscrita no cnpj , 49.201.709/0001-44, fundada em novembro de 2022, tem como dono o médico laranja Ítalo Campinho Braga de Araújo. Segundo as investigações, a empresa pertence de fato ao senhor Marcello Apolônio Duailibe, Presidente da EMSERH, que usa seu cargo para promover as trocas e o ganho dos serviços médicos sem licitação, ou seja, o presidente da Emserh e o diretor clínico são donos de serviços médicos e do esquema. As licitações na EMSERH só ocorrem com o aval do presidente Marcello. A empresa dele ja paga serviços de quase todas as especialidades médicas do estado. Sendo elas cirurgia geral, ortopedia, neurocirurgia, radiologia, anestesia, clínica médica e outras.
Ainda conforme as investigações que corre em segredo de justiça, as últimas trocas foram realizadas em todos os hospitais do estado e em todas as cidades, sendo as principais nos hospitais de Pedreiras, São Luís, Barra do Corda, Chapadinha, Viana, Bacabal, Monção, Barreirinhas, Grajaú, Presidente Dutra, dentre outras. O esquema de fraude é tido entre os investigados como “fácil” de ser realizado porque não há licitação nenhuma. Os processos licitatórios que estão ocorrendo no site da Emserh são apenas de faixada, e as licitações não evoluem, sem apresentar nenhum resultado final de empresa vencedora.
A corrupção na secretaria de saúde do estado é tamanha que os hospitais estão todos sucateados, faltando comida, medicamentos, roupas cirúrgicas, exames de laboratório. Atrasos nos pagamentos de médicos e funcionários, além de fornecedores já é uma coisa corriqueira. A saúde até dezembro irá parar de funcionar no estado do Maranhão.

